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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Koningsdag

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      Escrever tem alguns desafios secretos que o escritor enfrenta sozinho. O texto precisa ser coerente, de preferência com ideias que se encadeiam e complementam naturalmente. A introdução, no entanto, tem ainda a peculiaridade de ter que conectar o Nada ao assunto de que o escritor quer tratar. Entre outras coisas, é por isso que esse post vai falar do Koningsdag.
      Para aqueles que não sabem o que é o Koningsdag, como eu não sabia antes de vir pra cá, a ideia básica é o que segue: era uma vez o dia do aniversário de uma princesa, que em algum momento virou festa nacional (o dia, não a princesa) e mais tarde virou rainha (a princesa, não o dia) e portanto (o dia) recebeu o nome de Koninginnedag (Dia da Rainha). As sucessoras da rainha ao trono mantiveram a data, que continuou tendo o intuito de comemorar o aniversário da rainha. Isso até o ano passado, quando a rainha Wilhelmina abdicou do trono em favor do filho, Willem-Alexander. Logo, 2014 foi o primeiro ano que teve o Koningsdag (Dia do Rei).
      O Koningsdag é o dia em que teoricamente os holandeses celebram o fato de terem um rei, bebendo à sua saúde. Na prática, é o dia em que os holandeses lembram da existência do rei e eles e todos os imigrantes que porventura estão aqui ou que vieram aqui especialmente pela festa bebem à saúde do rei, da rainha, do bispo, do cavalo, da torre e até a de cada um dos 8 peões.
      Para isso, especialmente nesta data é permitido beber bebidas alcoólicas na rua (sim: o país que permite o uso de maconha e de alguns tipos de cogumelos não permite o uso de álcool em vias públicas) e várias tendas as vendendo são montadas na rua. Outra exceção é feita em relação à venda de qualquer tipo de produto: qualquer um pode ir para a rua vender o que quiser, sem precisar de licença para abrir a banquinha. As pessoas que querem fazer isso geralmente se reúnem no mesmo lugar, uma espécie de camelódromo improvisado, e alegremente celebram a vida do rei, a liberdade, e o lucro - principalmente o último.
      Todas cidades da Holanda tem alguma festividade marcada para o dia. Aqui em Groningen foram montados palcos para bandas no Vismarkt e no Grote Markt; entre os dois havia ainda um menor em que só tocavam DJ's. Ouvi falar de outras estruturas no resto da cidade, mas dessas não participei.
      Na verdade, por causa das tendas de bebidas e das bandas, a festa toda soou para mim como um Kerb de Estância Velha anabolizado (Kerb é um tipo de festa que acontece em algumas cidades do sul do Brasil com forte influência germânica), inclusive as músicas! Tocou bastante música de bandinha, só que em holandês.
      Nas semanas que antecederam o Koningsdag, também, a cidade toda se enfeitou pra ver a banda passar e criaram promoções com as ideias recorrentes de "seja um rei!", nas lojas de artigos masculinos, "escolha seu próprio rei!" nas lojas de artigos femininos, e "Feliz Páscoa!" nas coffeeshops (risos). O que não mudava, entre todas as coisas, era que tudo era laranja. Afinal, o laranja é a cor nacional, é a cor da seleção holandesa, é a cor do meu banco daqui, da minha cozinha, é a cor da barba do Van Gogh, é a cor daquela fruta cítrica que vai muito bem com um shot de Southern Comfort e, ademais, é a cor da insanidade.

      Dizem que o Carnaval do Brasil é a maior festa de rua do mundo, mas depois do Koningsdag fiquei em dúvida. Aqui em Groningen já foi sensacional, mesmo com chuva a praça estava cheia; em Amsterdam deve com certeza ser sido coisa de outro planeta.

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      Writing has some challenges that the writer has to deal with alone. The text must have coherence, preferably with ideas that chain and complement each other naturally. The introduction, however, has yet another peculiarity that is having to connect the Nothing to the subject of which the writer wants to write about. Among other things, that's why this post is going to address the Koningsdag.
      To those who doesn't know what the heck is the Koningsdag, the way I didn't know before getting here, the basic idea is as follows: once upon a time there was a pricess' birthday, that at some moment became a national party (the birthday, not the princess), and later when she became a queen (the princess, not the day) and therefore (the day) received the name Koninginnedag (Queen's Day). The queen throne's successor queens (does this phrase make any sense?) kept the date, which continued having the purpose of observing the queen's birthdate. Until last year, when the Queen Wilhelmina abdicated the throne in favour of her son, Willem-Alexander. Therefore, 2014 was the first year ever to have a Koningsdag (King's Day).
      The Koningsdag is the day in which theoretically dutch people celebrate the fact they have a king, drinking to his royal health. On practice, though, it's the day in which dutch people remember of the existence of the king and they and the immigrants that perchance are in Netherlands or that specially came here for the party drink to the king's health, the queen's, the bishop's, the knight's, the rook's and even to health of each one of the 8 pawns.
      For that, specially on this date it is allowed to drink alcoholic beverages in the streets (yes: the mushroom's and weed's use allowing country also does not allow to drink alcohol in the streets, shocking huh?) and many stands selling it are assembled in the sidewalks. Another exception is made relating to any other kind of good: anyone may go to the streets and sell whatever they want to, no need to have a license or something for that. The people that wants to do that usually gather in some sort of an impromptu "camelodromo" (very famous places in Brazil, where all kinds of crap are sold), and joyfully celebrate the king's life, the freedom, and the profit - specially the last one.
      Every city in the Netherlands have something prepared for this day. Here in Groningen were set up stages for bands at Vismarkt and Grote Markt; between them there was another one, smaller, just for DJ's. I've heard about other things going on on the rest of the city, but these ones I didn't participate of.
      Actually, because of all the drinking tents and bands, the party itself resembles to Estancia Velha's Kerb (Kerb is a kind of festival that takes place in some southern brazilian cities with a strong germanic culture), even the songs! They played a lot of the so-called (called so by us, brazilian people) "bandinha" music, but in dutch, of course.
      In the weeks preceding the Koningsdag, also, the whole city got adorned and were created a lot of sales with the recurring ideas of "be a king!", on the men article shops, "choose your own king!", on the women article shops, and "Happy Easter!" on the coffeeshops (jk). What was everywhere, though, was the orange color. After all, orange is the national color, is the color of the dutch football team, of the bank I use here, my kitchen's color, is the color of Van Gogh's beard, is the color of that citric fruit that matches perfectly a shot of Southern Comfort and, moreover, it's the color of insanity.

      They say Brazilian Carnival is the biggest street party in the world, but after this Koningsdag I got skeptic about that. Here in Groningen it was already awesome, the square was crowded even though was raining; in Amsterdam it must have been unbelievable.

Pronto pra sair, mas não tenho calça laranja. // Ready to go, but I don't have orange pants.

Time dos Malitos, só o pessoal são e sério da Albertine, mais agregados. // Malitos Team, just sane and serious people from Albertine plus some friends.

Em outro ponto da festa, o Time da Zuera. Porque brasileiro é foda.  // In another point of the party, the Zuera's Team. Because brazilian people are fucked up.
Tot ziens!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Revendo conceitos

Ou: "Por que um cara-de-pau nunca se perde".

    Modelos são importantes para a ciência porque é através deles que descrevemos o mundo que nos cerca e como esperamos que as coisas aconteçam; e são eles que mudamos quando as coisas não acontecem como esperávamos. Eu, por exemplo, achava que a Europa era um amontoado de pontos históricos com pessoas que tinham trocado seus corações por pedaços de gelo. No fim a realidade é que de fato qualquer banco de praça é potencialmente O Banco de Praça Onde Aconteceu Algo Durante a Segunda Guerra Mundial, mas eu estava errado sobre os corações das pessoas.

    É claro, antes de mais nada, que tudo o que eu escrevo aqui baseia-se exclusivamente na minha visão pessoal das coisas. Você, leitor filósofo, pode inclusive nesse momento argumentar que pessoa nenhuma é capaz de escrever nada senão a partir da sua visão pessoal das coisas, mas aqui quero deixar explicitamente claro que tudo o que vier a seguir (e tudo o que veio antes também; basicamente tudo) é baseado no que eu, um cara com a minha idade e minha história de vida e minha personalidade e tudo o mais que for relevante para construir uma visão pessoal, tenho percebido aqui em Groningen, Reino dos Países Baixos, nesses quase três meses que tenho estado aqui. É o suficiente para conhecer uma cidade? Não. É o suficiente para conhecer e falar sobre as tradições, a cultura, os costumes de um povo que já era velho quando o Brasil foi colonizado por Portugal? Hell no. Mas a gente tenta mesmo assim, e quem não gostar que bote contra.

    Quando eu cheguei aqui eu precisei de ajuda para grande parte das coisas. A máquina de lavar estava em holandês, culinária era uma arte ainda inexplorada por mim e no geral eu não sabia nem chegar no mercado sozinho. Mas, para minha sorte, o povo europeu (ok, eu só posso falar do pessoal da Holanda, e mais especificamente de Groningen, e ok, esse é um público bastante específico, uma vez que Groningen é uma cidade universitária e etc, etc, releia o parágrafo anterior e eu tentarei não transformar esse blog em uma selva de ressalvas) não é frio como eu imaginava.
    Eles obviamente não vão intrometer-se em sua vida sem serem chamados, já que eles estarão muito bem envolvidos nos próprios objetivos e problemas.
    No início eu achava até estranho como eu não recebia nenhum olhar desconfiado ou divertido nos bicicletódromos estacionamentos de bicicletas, enquanto eu tentava descobrir – e conseguia, depois de uns bons 15 minutos investigando – como funcionava o lock da bicicleta ou como diabos se fazia para estacioná-la na parte alta do bicicletódromo estacionamento de bicicletas. As pessoas simplesmente passavam por mim e iam fazer seja lá o que elas estavam indo fazer.
    Acorrentar a bicicleta nesses lugares eu podia fazer sozinho, mas achar o caminho de volta pra casa, depois de uma tarde inteira de exploração dos bairros? Aí o buraco é mais embaixo. Quando não se tem ainda um celular com Google Maps, o que se tem que fazer é engolir a vergonha (se houvesse), encarar do alto da minha altura mediana os olhos indiferentes do holandês de altura normalmente não-mediana que estiver passando e mandar corajosamente o conhecido “Excuse me, do you speak english?”.
    E aí veio a surpresa. Toda a vez que precisei de ajuda e pedi, a pessoa saiu totalmente do seu mundinho particular e me ajudou. Teve um senhor que andou uma quadra inteira comigo para ter certeza de que eu tinha entendido a sua explicação. Teve aquela mulher no mercado sobre a qual já falei que me escutou atentamente explicar-lhe como era aquela coisa de cozinha que eu estava procurando (alho). Uma vez a pessoa até desenhou num papel pra mim o caminho até o mercado. Eu senti que elas realmente queriam ajudar a resolver o meu problema logístico, fosse qual fosse; queriam dar suporte a um estudante longe de casa.

    Provavelmente tem a ver com o fato de que as pessoas que me ajudaram não estavam em nenhum nível desconfiadas que eu poderia lhes assaltar, porque esse tipo de situação praticamente não existe na vida delas (o assalto, não a ajuda), mas não sei. Acredito que a coisa toda da gentileza gerar gentileza e a ideia de se viver em um lugar sem violência são dois conceitos que se relacionam fortemente. Vai saber, talvez ser legal com os outros seja uma coisa legal também.

    (e não estou dizendo que gentileza não existe no Brasil, porque tem muito disso lá sim, mas acho que é mais apesar da violência, algo cultural forte mesmo)

    Então, concluindo, tive que atualizar meu modelo sobre as pessoas da Europa. A gente se prepara para enfrentar todas as adversidades do mundo, mas acabamos surpreendidos mesmo é pelo contrário. Hoje em dia eu já tenho Google Maps no celular (e um tradutor também), mas quando há necessidade eu prefiro ainda perguntar pra uma pessoa aleatória na rua. Muito mais divertido!


Como parte das minhas tentativas de retornar toda a ajuda recebida, ajudei esse pobre homem a achar suas lentes de contato. Enxergar mal é f*da.
Holandeses são na verdade muito amigáveis. Rick, o senhor de 10 anos que está comigo na foto, deixou inclusive que eu lhe fizesse carinho atrás da orelha e na barriga. Eu não falar holandês não foi um problema.


Tot ziens!

domingo, 30 de março de 2014

O Post Em Que o Marcus Deixa Claro Que Não Veio Pra Holanda Só Para Beber

/* pergunta para pensar enquanto lê o texto, especialmente voltada para os amigos artistas e curiosos: quantos pontos de fuga pode ter um desenho com perspectiva? */

      Aqui na Rijksuniversitei Groningen (apenas RUG, para os íntimos) o ano letivo é dividido em dois semestres e cada semestre é dividido em dois períodos. A pessoa se matricula em cada período em cadeiras diferentes. Um ponto positivo é que é possível ser muito mais focado no que se está fazendo, e um ponto negativo é que se não houver organização tu acaba se metendo em uma corrida caótica louca contra o relógio.
      Como chegamos um pouco atrasados por causa do visto, uma das disciplinas em que estávamos matriculados nos "recusou", uma vez que os grupos foram definidos no primeiro dia de aula e não estávamos lá para isso. O professor não teve nem pena, nos disse com a simplicidade de uma facada que não seria possível que acompanhássemos as aulas.
      Mas para cada período nos matriculamos em duas cadeiras, como acordado com a CAPES. A cadeira desse período que não recusou nossa participação foi Introdução à Computação Gráfica. Pretendo não aborrecê-los com os detalhes, só o suficiente para mostrar que apesar de parecer que é só desenhar bolas, na real não é só desenhar bolas.
      A cadeira segue o padrão de toda semana ter uma aula e uma sessão de laboratório. Em cada sessão de laboratório é lançada uma proposta de trabalho que deve ser entregue até a próxima sessão de laboratório e feita em dupla. No total foram 6 trabalhos nesse período.
      Três destes trabalhos foram baseados em OpenGL, que pessoalmente eu ainda não aprendi a gostar, mas é extremamente útil e dá resultados que em geral são no mínimo tão bons quanto os gráficos de Counter Strike. Os outros três trabalhos são implementar por partes um Raytracer, um approach de gerar imagens que simula (prepare-se para ser mindblown) os fótons e suas interações com os objetos na cena e o olho do observador. Parece complicado e na verdade é um pouco mesmo. Eu estaria meio ferrado se tivesse que fazer isso sozinho; toda a programação envolvida é bem avançada para mim, mas tenho muita sorte do Alex, minha dupla de trabalho, ser um paladino level 90 em C++.
      Um ponto interessante é que várias daquelas coisas que aprendemos na escola e que pensamos que nunca mais iriamos usar são usadas nesse tipo de aplicação. Saber se um raio que passa pelo olho do observador e por um pixel da tela também passa por uma das esferas da cena (e se o ponto em que esse raio intersecta essa esfera está sendo iluminado pelas luzes da cena) tem tudo a ver com fórmula de Bhaskara e geometria analítica daquelas mais básicas.
      A parte legal do Raytracer é que depois de pronto, fica bastante ““““fácil”””” fazer mudanças que simulem espelhos, bolas de gude, fumaça, etc. No nosso é possível ver sombras e reflexões (e reflexões das reflexões! Potencialmente enlouquecedor e lindo).

Knuffel!

/* resposta à pergunta do início do texto: não é 3! É infinito. Para cada conjunto de linhas paralelas que se quer representar na imagem, haverá um ponto de fuga associado. Isso foi tão surpreendente pra mim quanto quando eu descobri que o som da agulha arranhando o vinil é a música gravada lá; só fui digerir a informação no dia seguinte à aula. */

Pra cada ponto que a visão do observador atinge é calculada a forma como a luz interage com a matéria e qual a cor resultante naquele pixel (segundo o modelo de iluminação de Phong). Aqui ainda sem reflexões nem sombras.
Essa aqui usa um tipo diferente de modelo matemático para a iluminação (Gooch). A linha preta ao redor dos objetos dá um ar de cartoon, né?
So Long, And Thanks For All The Fish! (duas luzes, modelo 3D de golfinhos, textura da Terra, reflexões a dar com pau: arte)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Anatidaefobia

O medo é um instrumento evolutivo poderoso. Quando se vive no tempo das cavernas e se vê dentes pontiagudos, garras letais e um olhar nada amigável há duas possibilidades: um tigre-dentes-de-sabre encontrou o seu esconderijo na montanha ou sua sogra passou para dar uma visita. De uma forma ou de outra, é prudente estar com medo.
Nos tempos mais recentes em que tigres-dentes-de-sabre não são um problema do dia-a-dia, o medo se revela de formas mais criativas. Medo de altura, medo de lugares abertos (e fechados), medo de ficar sozinho, medo de ficar numa multidão, medo da sombra - até de medo de estar sendo observado por patos já ouvi falar. Até onde eu sei de psicologia, pode nem ter a ver com a coisa em si; o medo é só um sintoma de alguma questão mais profunda, portanto pode ter muito mais por trás dos patos.

Agora estou quase completando duas semanas de intercâmbio (ou: "oi, meu nome é Marcus...", "oi Marcus!" "...e faz duas semanas que eu não estou no Brasil") e tive que enfrentar alguns medos. Primeiro, antes mesmo de vir, eu tive que enfrentar o medo da inscrição pro intercâmbio, que pode parecer pequeno, mas dar o primeiro passo aterroriza. Mais tarde, o pesadelo kafkiano de ter que lidar com toda a burocracia envolvida e o medo de esquecer algum detalhe. O medo de não ter ninguém por perto aqui. O medo de não se adaptar aqui. O medo de fazer algo errado. Teve vários momentos em que eu deitava na minha cama aqui, olhava para o teto e percebia o quão longe eu estava de todo mundo que eu conheço. Aquele misto louco de solidão e independência, o sentimento misturado de quem adora conhecer pessoas novas mas que por outro lado ama os amigos que já tem.
Mas no fim das contas, passar por todos esses obstáculos só está fazendo a coisa toda mais valiosa. Isso me demonstrou que o verdadeiro crescimento vem quando você enfrenta o que te deixa acuado, quando você dá aquele passo sem que ninguém te dê garantias de que adiante vai haver chão para pisar, quando você sai da zona de conforto e se aventura seja aonde for que você vai.

Por causa da minha natureza cética e questionadora, eu sempre falei que as pessoas deveriam sobretudo pensar sobre o que estão fazendo. Agora eu vejo que na verdade é muito importante também agir, e lidar com o que vier de consequência. Tudo bem sentir medo do tigre, desde que você se lembre de pegar a sua lança para se defender (e dependendo da sogra, talvez valha o mesmo).

Ou seja: encare os seus patos!

Perto de casa tem esse parque com alguns laguinhos, e patos nos laguinhos.

É só estacionar a bicicleta que eles já vem pra perto para serem alimentados.

Além dos patos tem esses outros pássaros aí que roubam os pedaços de pão que eu estou tentando dar pros patos.

Esse saiu do 9gag e está dizendo "Não seja paralisado por seus medos!".

Vai dizer, muito bonitinho.
Knuffel! (descobri recentemente que "omhelzing" é na verdade bem formal, então essa outra forma para "abraço" é mais apropriada)